Fala-se muito sobre  a Endometriose. O assunto tomou conta da mídia e das conversas rotineiras.

Ainda bem.

Afinal, nós só diagnosticamos ou pelo menos, suspeitamos,  daquilo que conhecemos.

Vamos conversar um pouco sobre essa patologia que acomete mulheres em idade reprodutiva e até depois dela.


Endometriose é uma doença crônica e inflamatória caracterizada pelo implante de tecido endometrial ( aquele da parte mais interna do útero - o endométrio) em outros locais da pelve.

Existem algumas teorias que sugerem o seu início e desenvolvimento. Uma das mais aceitas é a Teoria de Sampson em que esses implantes endometriais se instalam através de sangue menstrual que, retrogradamente, extravasa pelas tubas uterinas.

Quando há sangue na cavidade pélvica ele é irritativo e pode causar aderências e muita dor.

Dor essa que mobiliza milhares de pacientes ao Pronto Socorros em busca de ajuda.

Após um diagnóstico assertivo secundário à história clínica, exames físico e complementares, podemos pensar no tratamento direcionado. 

Vale lembrar que é comum um atraso diagnóstico (de até 10 anos!) devido a normalização das cólicas, das dores nas relações,  para evacuar e as vezes urinar. 

Mas Dra, todos os casos são cirúrgicos? NÃO!

Opera-se endometriose  em casos de Infertilidade ou dor que não melhore com tratamento clínico.

Tão importante quanto o diagnostico e tratamento está  a mudança do estilo de vida.

Sendo Endometriose doença inflamatória, é mandatório uma VIDA ANTI INFLAMATÓRIA. Com dieta adequada, hidratação e exercícios físicos regulares. Diminuindo a inflamação do corpo.

Bons aliados no controle da dor também são o Pilates, a Acupuntura, a  Fisioterapia do assoalho pélvico e os analgésicos.

Um bom planejamento terapêutico após o diagnóstico consegue melhorar demais a qualidade de vida de tantas mulheres com dor pélvica.


Conte comigo.